segunda-feira, 11 de julho de 2011

Manatuto: uma das regiões mais secas do Sudeste Asiático

Aqui ficam algumas fotos do final da viagem e dalgumas das paisagens que mais gostámos neste longo, duro mas memorável fim-de-semana!
Dorsal de tubarão com uma luz incrível
Arrozais

Miserável casebre à beira da estrada

Ribeira de Manatuto

Arrozais no vale das montanhas

Karaus de regresso a casa depois duma tarde a pastar na ribeira

As montanhas vão ficando para trás

Outra vista da ribeira de Manatuto

Pausa para esticar as pernas e beber água

O pó que ainda esperava por nós

O estado do jipe...aqui já bastante mal-tratado mas ainda com muitos obstáculos para atravessar

Campos de arroz

Paisagens secas, rochosas, poeirentas e com poucas árvores - completamente diferente do que já conhecíamos

Ao pôr-do-sol por uma estrada cortada!

A pensar como superar o próximo obstáculo

Com a estrada cortada, acabámos o dia no leito de outra ribeira - a de Lacló - já com o sol posto e à procura de ligação a Díli!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Costa sul! =)

No domingo, saímos cedo de Maubisse e fizemo-nos à estrada com o objectivo de almoçar já na costa sul da ilha.

Saindo das montanhas, as estradas vão-se tornando menos sinuosas com as primeiras rectas a aparecerem no caminho. A vegetação é muito mais exuberante, com grandes palmeiras e fetos gigantes. Existem muitos ribeiros e duas estações de chuva. As casas são elevadas sobre estacas para evitar a água e a lama. As planícies são mais férteis e toda a gente tem uma horta. As aldeias são mais pequenas e dispersas. As pessoas mal pronunciam uma palavra em português mas são simpáticas e curiosas.
Em plena floresta tropical
 Ao fim dalgumas horas chegámos por fim a Betano, a pequena povoação situada na costa sul da ilha! E pudemos apreciar as ondas de Tasi Mane!

Tasi Mane significa “Mar Homem” em Tétum e é assim que os timorenses chamam ao mar do sul da ilha, que é mais forte e violento, com ondas, remoinhos e crocodilos, permitindo mergulhos apenas aos homens mais corajosos e aventureiros! Em contraste, o mar do norte da ilha é chamado Tasi Feto, ou seja, “Mar Mulher”, uma vez que é calmo, transparente, límpido mas com correntes traiçoeiras! =)
A praia estava deserta, apenas com algumas vacas a pastar e porcos a passear de um lado para o outro. Bebemos um café fresco, esticámos as pernas, respirámos ar puro e apreciámos a paisagem. Depois seguimos viagem rumo à pequena vila de Natarbora, onde pudemos por fim almoçar!

Betano

Praia de Betano: finalmente o Tasi Mane diante de nós!

Praia deserta de Betano

Os únicos turistas na margem sul

Só as vacas que vêm aqui pastar parecem apreciar este lugar inexplorado!

Margem sul conquistada!

À saída de Betano, ficar atascada ou sair de calções para um ninho de dengue e malária? Ganhou a primeira opção!

As boas-vindas dadas pelos trovadores de Natarbora

Ultrapassagem inesperada

Povoação do sul da ilha

Casa típica elevada sobre estacas

Estrada nacional que liga o sul ao norte do país!

A ponte onde parámos para almoçar =)
Depois do almoço, rumámos de volta a norte com Díli como destino. Mas em vez de voltarmos pela mesma estrada, decidimos continuar a explorar novos caminhos. Assim, dirigimo-nos a Soiabada (onde ficámos atascados pela segunda vez!), passámos perto de Laclubar (onde só não ficámos atascados por sorte!) e percorremos a última etapa da viagem por Manatuto!
Campo da bola

De novo, as montanhas

Alto de Soiabada

Montanhas de Soiabada

O martírio de fazer chegar bens essenciais (neste caso, água potável) às aldeias mais remotas da montanha! E isto é na Estrada Nacional! Camião puxado a braços (e estavam mais 3 lá em baixo à espera de vez para subir)!

Vale perto de Laclubar

A patinar pela Estrada Nacional e a rezar para não cair no vale!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

À conquista da cordilheira central!

Maubisse é a cidade rainha da montanha! Situada no distrito de Ainaro, fica em plena cordilheira central de Timor e tem sido ao longo dos séculos paragem obrigatória para quem cruza a ilha rumo ao pico do Ramelau ou para quem, como nós, procura atingir as praias virgens da margem sul.
No sábado, dia 25 de Junho, partimos a seguir ao almoço rumo a Maubisse, que nos recebeu com um inverno que ainda não tínhamos vivido por estes lados: nevoeiro, vento e frio! Escusado será dizer que não iamos preparados para aquele clima, o único agasalho que levávamos na mala era um casaco leve de verão para cada! E assim vivemos o nosso primeiro dia frio em Timor-Leste!
Jantámos e ficámos a pernoitar na pousada de origem portuguesa que ali se encontra. Em tempos, esta foi a casa do Governador; agora, um grupo de jovens esforçados dá o seu melhor para receber aqueles que se aventuram montanha acima! Frango com legumes, acompanhado por vinho aquecido à lareira (notem que tanto o vinho, como a lenha para a lareira foram da nossa iniciativa) tornaram o serão bastante acolhedor e a conversa ainda mais animada! A noite foi passada num quarto “quase conventual”: uma cama, uma mesa-de-cabeceira, uma secretária e velas (porque a electricidade aqui só chega entre às 18h00 e as 00h00). Banho quente só à noite porque depois não há bomba para puxar a água, nem gerador para a aquecer!
Apesar de tudo, dormimos bem (o Bruno até teve direito a acordar com uma minhoca a passear tranquilamente pelo seu pescoço!) e o pequeno-almoço deixou-nos com ânimo para continuarmos a nossa aventura rumo à margem sul!
Ribeira de Aileu

Miúdos tomam banho na Ribeira de Aileu

Vale de Aileu

Casas tradicionais na encosta da montanha

Aldeia perto de Maubisse

A estrada de repente desapareceu!

O indestrutível jipe que atravessou todos os obstáculos desta viagem (aqui ainda muito bem tratado)!

À procura do trilho

Igreja de Maubisse

Casa circular típica das montanhas

Vista sobre Maubisse, com destaque para o Seminário

A pousada de Maubisse

De casaco e lenço em Timor!

A lua a nascer e o nevoeiro a cerrar

Efeitos do frio

Borboleta da montanha que pousou na varanda ao pequeno-almoço