domingo, 15 de janeiro de 2012

Singapura - Little India

Depois do Natal passado na companhia da família em Portugal, rumámos de volta à Ásia. Desta vez, o destino foi Singapura, a cidade-Estado que fica no extremo sul da Península Malaia.
Aterrámos no aeroporto de Changi no dia 30 de Dezembro ao final da tarde e rumámos ao nosso hotel, que ficava em Little India. Little India é, como o nome indica, o bairro onde os emigrantes indianos que chegaram no século XIX, se fixaram e aqui tinham as suas criações de gado e fábricas de tijolos. Hoje é o centro da vida desta comunidade e as ruas estão repletas de restaurantes, lojas e templos ornamentados.
Logo neste primeiro dia, aproveitámos para saborear a gastronomia indiana e jantámos um delicioso Chicken Biryani (arroz frito com açafrão, iogurte e frango) no pequeno restaurante Alanka, onde famílias indianas se deliciavam com diversas iguarias comidas, obviamente, à mão. Nós optámos pelos talheres, mas ainda assim só tivemos direito a garfo e colher (a lógica é esta: se o prato já vem confeccionado em pequenos pedaços, não há necessidade de utilizar a faca!). Destacamos ainda a banda sonora de Bollywood, uma presença que se iria revelar uma constante neste bairro.
No dia seguinte, começámos cedo a explorar esta zona da cidade, começando pelo Kampong Glam, o enclave muçulmano de Singapura, com arquitectura colonial e uma atmosfera de Médio Oriente. A área de Kampung Glam (que significa Aldeia das Árvores) foi entregue ao Sultão Hussein Shah como parte do tratado que cedeu Singapura aos Britânicos. Foi aqui que o Sultão construiu o seu palácio (hoje, um centro de artes em remodelação) e a mesquita. Os comerciantes muçulmanos foram-se instalando nas ruas que rodeiam a mesquita e assim surgiu a Rua Árabe, onde pequenas lojas vendem tecidos, peles, artesanato e todas as quinquilharias que possam imaginar.
Sultan Mosque destaca-se pelas cúpulas douradas e minaretes de canto

Arab Street

Arab Street

Arab Street

Arab Street

Arab Street

Kandahar  Street

As primeiras torres que rodeiam Kampong Glam

Sultan Mosque vista de Bussorah Mall

Bussorah Mall

Little India tem resistido à construção em altura mas a pressão faz-se sentir

Little India - placas bilingues com os nomes das ruas

Upper Weld Road

Fachadas de Upper Weld Road

Aqui visitámos uma série de quatro templos dedicados a diferentes religiões que convivem pacificamente ao longo da mesma rua, um sinal da diversidade e riqueza cultural de Singapura.
O primeiro foi o Templo Hindu de Kali, a Corajosa (Sri Veeramakaliamman Temple), construído em 1881, por trabalhadores de Bengali. No interior, encontra-se a estátua negra da deusa hindu Kali, que segura uma arma em cada um dos seus muitos pés e mãos e simboliza a luta do bem contra o mal. Ao seu lado estão os seus dois filhos Ganesh, o deus-elefante, e Murugan, o deus-criança montado num pavão.
Templo Sri Veeramakaliamman

Vendedor de oferendas à porta do templo
O segundo foi o Templo Hindu dedicado a Vishnu (Sri Srinivasa Perumal Temple). Este é um dos edifícios religiosos mais importantes de Singapura, tendo sido construído em 1854 e reformulado em 1966, data em que foi adicionada a Gopuram, torre da entrada com 20 metros de altura e seis níveis de esculturas. A enorme porta de entrada está rodeada de pequenos sinos, que os devotos tocam antes de entrar para pedir aos deuses que atendam aos seus pedidos.

Templo Sri Srinivasa Perumal

Entrada do Templo Sri Srinivasa Perumal
Uns metros adiante, encontrámos o Templo do Dragão da Montanha (Leong San See Temple) dedicado a Kuan Yin, deusa da bondade e compaixão, e ao Buda Sakyamuni, que foi construído em 1917 por um monge budista. Actualmente, tanto Taoistas como Budistas rezam aqui. A fachada está belissimamente decorada com esculturas em madeira de fénixes, dragões, flores e lendas.
Templo Leong San See

Buda na entrada do Templo Leong San See

Pormenor da entrada do Templo Leong San See

Pormenor do topo da fachada do Templo Leong San See
Por fim, visitámos o Templo das Mil Luzes (Sakya Muni Buddha Gaya), inspirado nos templos tailandeses mas decorado com motivos chineses e indianos. Aqui fomos gentilmente recebidos pelo guardião do templo que, apesar de ter ficado baralhado quando lhe dissemos que vínhamos de Portugal, explicou-nos, com entusiasmo, a lenda de Buda e os fundamentos do budismo, enquanto descansávamos e relaxámos ao som hipnotizante das rezas budistas. Pudemos ainda ver a réplica em ébano e madrepérola da suposta pegada de Buda, a estátua de Buda sentado com 15 metros, a estátua de Buda deitado e a roda da fortuna.
Templo Sakya Muni Buddha Gaya

Entrada do Templo Sakya Muni Buddha Gaya

Pormenor da entrada do Templo Sakya Muni Buddha Gaya

Buda sentado
Voltámos a Seragon Road, onde almoçámos outro belo prato indiano Chicken Tika Masala (frango em molho de tomate, manteiga e especiarias).
Fachadas típicas de Seragon Road

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Férias do Natal - Parte I: Amesterdão

Mais uma vez, decidimos aproveitar a escala em Amesterdão do voo da KLM que nos iria levar até casa no Natal, para irmos dar uma volta pela cidade dos canais do norte da Europa.
O frio que se fazia sentir e o cansaço de quem vinha duma viagem que já tinha começado há um dia atrás (a rota que seguimos foi Díli - Bali - Singapura - Amesterdão) motivaram-nos a optar por um relaxante passeio de barco pelos canais à luz da manhã. Foi uma boa opção por diversos motivos: passeámos pelos canais, ouvimos algumas histórias e curiosidades desta cidade, mantivemo-nos quentes e não nos cansámos. O único problema foi quando percebemos que a máquina fotográfica estava sem bateria! Grrrr! Valeu-nos o telemóvel, que deu para registar o momento =)
Seguimos depois até à Praça de Dam, onde comemos pizza de queijo e azeitonas, folhado de maçã, bebemos café e a ouvimos uma orquestra de jovens mascarados que tocava uma mistura animada de vários êxitos de música clássica e pop. Ali ficámos até ganharmos a coragem necessária para enfrentarmos de novo aquele frio e regressarmos ao aeroporto, onde a última etapa da nossa viagem nos esperava.












A tentar sobreviver ao frio! Há quase um ano que não vestíamos tantas camadas de roupa!



A entrar no espírito natalício na Praça de Dam


A enfrentar o frio na Estação Central

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Feliz Natal e um Excelente Ano Novo!!!

Queridos amigos e leitores, como diriam outras gentes, “long time no see”!
Entre os sempre atarefados últimos dias de trabalho do ano, os dias de Dezembro foram suficientes para celebrar o Natal em família, rever velhos e bons amigos, dar uma saltada a Amesterdão, celebrar a chegada de um novo ano em Singapura, tudo isto no meio de muitos jantares, almoços e lanches com aqueles que nos são mais queridos e que estão em Díli, Lisboa, Tomar ou no Alcaide.
Uma correria desenfreada mas que soube tão bem! À parte do choque térmico (embora os meteorologistas digam o contrário, o frio que se fez sentir na Europa pareceu-nos imenso e sinceramente já não estamos habituados ao desconforto dos kilos de roupa e dos sapatos fechados, e ao terror de sair da cama de manhã e enfrentar um chão gelado) e do ambiente cabisbaixo que encontrámos em Portugal, tudo foi bom e valeu bem a pena!
No meio disto tudo, o blogue acabou por ficar para trás (mas com algum sentimento de culpa, confessamos). Mas cá estamos agora de volta a Díli e viemos aqui desejar-vos a todos um óptimo ano de 2012! Continuem connosco e poderão contar com muitas e boas histórias da vida a algumas milhas de distância!
Ainda dentro do espírito natalício (a época só termina com o Dia de Reis, não é?), ficam aqui algumas fotos das decorações natalícias cá de casa. O presépio é obra dos escultores de Ataúro e uma das peças de artesanato mais bonitas que encontrámos nesta ilha, não acham?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Maubara - o regresso

Quando temos vontade de sair de Díli e arejar a cabeça sem ter de enfrentar as dificuldades das estradas dos Distritos, uma boa opção é fazer um passeio até Maubara. O caminho é, como mostrámos na mensagem anterior, deslumbrante e a distância suficientemente curta para não tornar a viagem demasiado cansativa. Acresce que em Maubara temos a certeza de encontrar uma boa refeição caseira, confeccionada na hora, pela cozinheira do restaurante Tia Janer, localizado no Forte (que já referimos aqui).
Neste dia, fizemo-nos à estrada, desfrutámos da paisagem, brincámos nas ondas da praia de Maubara, descansámos na sua areia preta, comprámos artesanato de palha e cestaria, passeámos pelo Forte, almoçámos as iguarias da Tia Janer, visitámos os diversos programas da cooperação portuguesa e perdemo-nos pelas ruas da vila.
Um belo passeio, que nos mostra como se pode aproveitar a cultura tradicional, instruir a comunidade local e incentivá-la e assim dar-lhe um projecto de vida! Um exemplo a seguir!
Restaurante Tia Janer, onde reservámos o nosso almoço logo à chegada

A saída do Forte em direcção ao mar

Venda de artesanato local: cestos, caixinhas, carteiras, estojos, bijuteria, móbiles e almofadas
  
Praia de Maubara

Ondulação (uma raridade em Timor, mas comum em Maubara)
 
Uma velha igreja abandonada à beira-mar

Areia preta

Jovens brincam na água durante a pausa para almoço da escola

Pura alegria

Diversão dentro do Forte

Lounge zone com mobília de bambú e almofadas de Maubara

Vista geral do interior do Forte

Uma visão sempre presente em Timor-Leste - até quando?

Os canhões da nossa História!

Venda de artesanato

Tia Janer

Construção típica: cabanas de palha para habitação e de apoio e poço