Neste dia, preparámos um jantar de petiscos do mundo, sobretudo timorenses e portugueses, que estava absolutamente delicioso! Na fotografia podem ver: folhas de mostarda salteadas com cogumelos chineses; camarão ao alhinho; enguias fritas à indonésia; e tábua de queijos e enchidos portugueses. Tudo regado com uma bela colheita da Quinta do Perdigão e finalizado com gelado de baunilha australiano!
Bruno e Joana. 2 lisboetas. 1 casal. Vivíamos em Lisboa (e adorávamos). Mas decidimos lançar-nos ao mundo. O desafio é: viver e trabalhar em Díli, Timor-Leste, por 4 anos. E aqui sermos felizes! Neste blogue deixaremos o relato escrito e fotográfico da nossa aventura: a vida, o trabalho, as viagens, as paisagens, a cultura, a gastronomia, as dificuldades…enfim, tudo para que fiquem com um retrato fiel do nosso dia-a-dia nesta meia-ilha!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Repasto do mundo
Abusando da boa-vontade dos nossos visitantes, as nossas mães aproveitaram para nos enviarem algumas iguarias bem portuguesas, que satisfizeram a nossa gula (e a dos nossos amigos conterrâneos) durante várias semanas.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Os 4 na Praia do Dólar
Aproveitando uma bela tarde de sábado, fomos até à praia do Dólar. O primeiro mergulho da Sara e do Pedro no Pacífico fez-se no mar de Banda, sempre quente e calmo. Foi uma tarde muito bem passada! Ficam as fotos e as conchas de recordação!
Almoço na duna |
Bem-vindos às águas cálidas do Pacífico |
Será que há lafaek? =) |
O nosso "acampamento" |
Areia branca e fina, água transparente e quente, muitas conchas e corais |
Manas no beiro |
Pôr-do-sol no mar |
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Ida à Praia do Dólar no pico da estação seca
Durante a estação seca, entre Maio e Setembro, a temperatura média em Díli desce um pouco (mas nunca abaixo dos 28ºC) e a encosta norte de Timor veste-se de tons laranja e acastanhados. A vegetação e as ribeiras secam totalmente. As populações fazem queimadas e recolhem lenha para cozinhar o resto do ano.
Aproveitando a vinda da Sara e do Pedro, regressámos à Praia do Dólar que fica a alguns quilómetros a este de Díli. Pelo caminho, fotografámos as paisagens secas e os azuis do mar, que, como sempre, encantaram-nos.
Vista sobre a Praia dos Portugueses |
Baía da Praia dos Portugueses |
Efeitos do coral nas cores da água |
Outras praia pelo caminho |
Arrozais secos |
Arrozais mortos |
A barraca com parabólica |
Cabana à beira da estrada |
Praia deserta |
Túmulo |
Praia de pescadores |
Última praia antes da "nossa" |
Ei-la! A "nossa" praia do Dólar vista da estrada! |
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Fachada do Hotel Timor
Satisfazendo uma promessa antiga, aqui está uma foto da fachada do Hotel Timor (mais vale tarde do que nunca, não é?)
O projecto inicial do edifício do Hotel Timor é datado de 1972 e teve a intervenção do avô duma grande amiga nossa. Contudo, entre 1976 e 1999, este funcionou sob a designação de Hotel Mahkota, tendo sido incendiado em Setembro de 1999 e abandonado durante os distúrbios que precederam a retirada da Indonésia do país.
A recuperação e exploração desta unidade hoteleira esteve a cargo da Fundação Oriente, ao abrigo dum protocolo celebrado com o Governo de Timor-Leste. A Fundação realizou obras de total recuperação e o novo Hotel Timor foi inaugurado em 20 de Maio de 2002, data da restauração da independência de Timor-Leste.
Para quem está a pensar vir a Timor-Leste e quer mais informações sobre este hotel, vejam aqui.
Rijo, confirma lá, o que existe hoje em dia tem alguma coisa a ver com o projecto inicial? =)
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O fascínio das ilhas
As ilhas há muito que fazem parte do nosso imaginário e exercem sobre um nós um fascínio inexplicável. O isolamento, a distância, a constante presença do mar que a outros causa claustrofobia atrai-nos como se de territórios mágicos se tratassem.
O Bruno acalenta há anos o sonho de ir viver para os Açores (quem sabe, um dia!) e elege sem hesitação as ilhas como o seu destino de férias preferencial. Talvez não tenha sido por acaso (certamente não foi) que viemos para a esta ilha perdida entre dois oceanos, rodeada ela própria por milhares de outras ilhas de todas as dimensões e formas.
Quando percorremos a rota de Bali para Díli sobrevoamos centenas de ilhas indonésias que nos deixam a imaginar quem serão as gentes que lá habitam, o que fazem, do que vivem, que paisagens inexploradas estarão lá escondidas, perdidas do tempo e das rotas do turismo de massas... São, na sua maioria, micro-ilhas que surgiram à volta da cratera dum vulcão. Na impossibilidade de as visitar a todas, ficam os registos fotográficos de quem as sobrevoa e suspira de curiosidade!
Nota: segundo a Wikipedia, este é o maior arquipélago do mundo, compreendendo cerca de 17 508 ilhas!
sábado, 8 de outubro de 2011
Turistas em Timor-Leste!
Nas últimas duas semanas, tivemos a companhia da Sara (irmã da Joana) e do Pedro (o namorado)! Vieram de Lisboa para passar três semanas no sudeste asiático, duas delas em Timor-Leste! E foi tão bom!
Foi a primeira visita que recebemos desde que nos mudámos e sabemos que infelizmente não teremos muitas mais! A longa distância que nos separa da terra-natal, a estranheza dum país exótico e sub-desenvolvido que tão mal conhecemos, o medo das doenças tropicais e da violência que ocasionalmente desponta, os preços proibitivos das viagens de avião necessárias para cá chegar… são muitas as razões que levam a que o fluxo de turistas portugueses em Timor-Leste seja muito reduzido, sobretudo quando comparado com os aventureiros que chegam da Austrália ou daqueles que decidem fazer aqui uma paragem durante um périplo pelo sudeste asiático! E por mais que tentemos convencer os nossos familiares e amigos a cá virem, deparamo-nos sempre com argumentos válidos que dificilmente poderemos rebater, e só nos resta esperar que num momento de coragem comprem a viagem e não se arrependam mais tarde.
Felizmente, a Sara convenceu-se a vir visitar-nos ainda nós não tínhamos descolado de Lisboa! Mais aventureira do que a conhecíamos, com um espírito aberto para receber o que de bom esta terra tinha para lhe oferecer, percorreu a costa norte da ilha de lés-a-lés na companhia do Pedro. De mochila às costas, descobriram as paisagens maravilhosas da ilha, deliciaram-se com a temperatura do Mar de Banda, conheceram a história e as gentes, provaram sabores novos, depararam-se com animais exóticos e surpreenderam-se a cada dia com as originalidades desta ilha!
Acreditamos que saíram daqui mais ricos, com mais mundo e uma visão diferente deste país! Foram provavelmente as duas melhores semanas do ano que aqui tivemos e esperamos que para eles também! E que todas as expectativas que traziam na bagagem tenham sido completamente superadas!
Obrigada pela visita, pela companhia e pela alegria que nos trouxeram! Já estamos cheios de saudades!
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Jaco |
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Praia do Dólar |
Duas baixas de peso!
Já várias pessoas nos tinham dito que um dos aspectos mais duros de viver em Timor-Leste é o facto das amizades que se vão criando terem, à partida, um prazo determinado. De facto, tal como nós, a maioria dos estrangeiros que cá está veio com a perspectiva de partir ao fim de seis meses, um ano ou dois anos. Isto faz com que ocasionalmente o grupo de amigos que se vai criando sofra algumas baixas de pessoas que partem e muitas vezes já não voltam!
Ainda não tínhamos sentido esta dificuldade na pele, mas o mês de Setembro reservou-nos algumas tristezas associadas a duas baixas de peso: primeiro o Moisés e depois a Raquel! Provavelmente as pessoas que melhor nos receberam, de coração aberto, que nos enturmaram e que partilharam connosco gargalhadas verdadeiras e tristezas sentidas. Duas pessoas que nos marcaram pela sua força e postura na vida! Duas amizades que sabemos não terem prazo! Vão fazer-nos muita falta, amigos!
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Joana e Raquel no veleiro da despedida ao largo de Díli |
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